O fluxo de caixa é um conceito simples e muito utilizado na análise de projetos. Trata se de um gráfico demonstrativo de recebimentos e pagamentos de determinadas quantias em dinheiro. É o que chamamos de encaixe e desencaixe, ou fluxo de entradas e saídas.Os projetos são, de maneira geral, formados por um desembolso (custo inicial) em uma determinada data, que chamamos de data inicial (ou data 0), e por retornos gerados a partir do primeiro período (ou data 1). Este desembolso inicial e os posteriores retornos formam um fluxo de caixa (você vai encontrar a palavra cash-flow, para ficar mais “chique”).
Por sua vez, um investimento é um desembolso que visa gerar um fluxo de benefícios futuros, geralmente em médio/longo prazo, por isso, geralmente são destinados a bens que irão compor o Ativo Permanente da empresa. Portanto, só se justificam sacrifícios presentes em projetos de investimentos se houver a perspectiva de recebimentos (retornos) futuros.
Importante destacar que investimento, invariavelmente, implica na transferência de capital de uma fonte de financiamento (próprio ou de terceiros) em uma atividade que gere a expectativa de liberação de recursos equivalentes ao que foi empregado agregado de um ganho que este capital teria se tivesse sido empregado em outra espécie de investimento.
A partir deste momento, utilizaremos a palavra projeto para designar uma oportunidade de investimento que está sendo analisada. Projeto, segundo Lapponi (2007), “é um esforço com início e fim definidos empreendido para criar um produto ou serviço único para a empresa”. Quando este for concluído irá gerar um resultado que será incorporado às operações de funcionamento da empresa.
Quando surge uma oportunidade de investimento, deve ser elaborado um projeto descrevendo as estimativas, avaliação e recomendação em relação a esse investimento. Sua denominação de projeto perdurará até sua conclusão quando então será chamado de investimento realizado.
Como já comentamos anteriormente, os administradores de uma empresa têm a responsabilidade de gerar valor para ela. Por isso, as oportunidades de investimento devem ser analisadas baseadas em análises de projetos. A regra básica é executar projetos que gerem mais valor do que os custos, tomando como parâmetro o custo de oportunidade.
A atratividade financeira de um projeto, pelo menos de forma conceitual, é fácil de ser evidenciada. Se o fluxo esperado de benefícios em valores monetários forem maiores que o valor do investimento que iniciou este fluxo, então o projeto é financeiramente viável.
O que precisamos fazer então é saber como efetuar o somatório do fluxo esperado de benefícios dado que cada elemento deste fluxo encontra-se em um período distinto de tempo. Em matemática financeira, os valores monetários não têm o mesmo peso quando estão distribuídos em tempos desiguais. Por isso, precisamos realocá-los a um único período de tempo, tempo este que é definido como o tempo zero, ou seja, a data em que o investimento foi efetuado.
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