terça-feira, 19 de julho de 2011

A RACIONALIDADE HUMANA

Racionalidade.  O termo “racional” sugere o uso da razão como uma função. O âmago do termo se refere ao que pode ser obtido a partir da mente humana. Assim, uma definição de racionalidade depende de uma lógica circular, do julgamento humano e de um sistema fechado. Com relação à lógica circular, o racionalismo assume que há limites quanto às informações que o cérebro pode gerar; a racionalidade é freqüentemente definida como estas limitações impostas pela própria mente. A racionalidade chama de julgamento humano aquilo que é “razoável”. O julgamento humano decide que estado da mente determina sanidade, sensibilidade, coerência e normalidade. O racionalismo opera como um sistema fechado quando admite categorias que ele mesmo impõe à realidade. É importante ter em mente as seguintes perguntas quando fazemos a aplicação do pensamento racional: A totalidade da realidade é limitada ao cérebro? Ou, existe um outro domínio além do meio em que o cérebro existe e sobre o qual ele possa apenas imaginar?
O cérebro humano. O cérebro é o único órgão em nosso ser que nos capacita a perceber a realidade física e metafísica. Ele é o meio pelo qual se assimila o espiritual. O físico e o metafísico não existem porque são concebidos pela mente humana. Eles existem separados dela. O cérebro meramente nos capacita a perceber a realidade.
A olho nu, o cérebro humano é similar aos outros órgãos – coração, pulmão, rim. Sob o ponto de vista físico não parece haver nada de especial sobre ele. Ele pode ser descrito e teorias podem imaginar o como ele funciona. Ainda assim, o cérebro permanece como um mistério. Desde que o corpo humano seja suficientemente saudável, ele funciona. Porém, quando o corpo morre, o cérebro morre. Entendo isso ou não, o fato permanece: o homem é um ser racional.
Limites à racionalização.  A racionalização é freqüentemente considerada como o oposto do fenômeno espiritual, embora o conhecimento ou despertamento não exista sem os cinco sentidos. “Racionalismo” assim definido pode ser encontrado em muitas disciplinas, incluindo ciências naturais, antropologia e religiões comparativas. Os estudiosos que aplicam a teoria evolucionista aos seus estudos tendem a eliminar o papel de Deus e explicam a vida em termos totalmente físicos. Uma visão evolucionária da existência do mundo afasta Deus do ato criador e do envolvimento com as cousas humanas. Uma visão evolucionária do desenvolvimento da civilização humana tende a tratar os valores e a moral como invenções puramente humanas surgidas da necessidade de sobrevivência. De modo semelhante, uma abordagem racionalista da religião tende a tratar circunstâncias como resultado de esforços humanos para lidar com o mundo físico. Agindo assim, este tipo de pensamento racional mantém o espiritual preso a suas próprias categorias pré-concebidas. Deste modo, o intelecto tenta controlar o espiritual. No fim o homem se torna “deus”. Ele determina as regras, controla seu próprio destino, e julga entre o que é bom e mau.
Um desafio para uma abordagem puramente racionalista (mente humana) pode ser apresentado em forma de pergunta. Como o homem chegou aqui? Como ele obteve o direito de estabelecer regras para si e para os outros se não tem controle sobre assuntos de vida e morte? Ele nem cria a vida, nem tem a capacidade de se tornar imortal. Ele também sucumbe aos elementos que o limitam. A verdadeira pergunta sobre a racionalidade humana é esta: é a mente humana a autoridade final para o que é realidade autêntica?
Até este ponto, nós apenas estabelecemos que o homem é um ser racional. Como tal, ele é capaz de ter sentimentos e emoção e é capaz de conceber uma realidade de forças invisíveis inteligentes. Assim, ele é capaz de lidar com o mundo invisível, com emoções, com necessidades básicas de ordem espiritual, com a alienação e com a eternidade. Os pensamentos mais profundos do homem desafiam a idéia de que “o que se vê é tudo o que há”. Mesmo o universo físico permanece incógnito e aponta para influência ou intervenção externa

Fonte: Nations University

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