Um conceito consideravelmente novo
para o meu mundo de Gestão, Marketing e Negócios, mas que acredito ser de
verdade, uma incubadora para novos pensamentos e modelos de gestão, que tem suas
bases na Inovação, micro segmentação e ganho de escala.
Quando pesamos em diagnóstico de
problemas, decisões de investimento, alocação de recursos, decisões de Mix de
Marketing, analisamos e levamos em consideração, a distribuição de frequência
que por fim nos dava um Gráfico de Pareto, os quais nos fornecem o intervalo de
classes que mostra o crescimento e resultados, sendo ali direcionada a maior
parte de nossos esforços e recursos.
Antigamente, se entrássemos em uma
sorveteria e não encontrássemos os sorvetes de sabor chocolate, morango, milho
verde, creme, limão e uva, não acreditávamos verdadeiramente estar em uma
sorveteria. Me lembro quando representante de materiais de construção, que
alguns itens eram claramente responsáveis por mais de 50% das receitas da loja
e nosso comportamento, era o de sempre tratar este produto como “chamariz”, pois
estes eram responsáveis em pagar nossos salários e em grande parte os custos
das empresas, tendo o empresário a consciência de que era necessário ter os
outros produtos e não importante. Isso é o que os gestores, matemáticos,
economistas e estatísticos chamaram de lei de Pareto 80/20, que afirma que para
muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Exemplo: Uma
livraria não pode ter todos os títulos do mercado, portanto ela aplica a regra
de Pareto e foca em 20% dos títulos que geram 80% da receita
Temos um exemplo claro, o caso do mercado
das cervejas, nos PDVs era fácil perceber que algumas marcas dominavam e ainda
exercem um considerável nível de influência no volume de vendas de uma loja de
conveniência de bebidas. Não se esperava que poderiam surgir cervejas que
fossem de acordo com o estilo do consumidor, porém nasceram ou migraram
diversas marcas neste rumo e o que hoje temos é um mercado que caminha para
manter os hits e também preocupados e atuantes nos nichos.
Segundo Chris Anderson, Teoria da Cauda
Longa ou “Long Tail”, diz que nossa cultura e economia estão mudando do foco de
um relativo pequeno número de 'hits" (produtos que vendem muito no grande
mercado) no topo da curva de demanda, para um grande número de nichos na cauda.
Como o custo de produção e distribuição caiu, especialmente nas transações
online, agora é menos necessário massificar produtos em um único formato e
tamanho para consumidores. Em uma era sem problema de espaço nas prateleiras e
sem gargalos de distribuição, produtos e serviços segmentados podem ser
economicamente tão atrativos quanto produtos de massa.
Com certeza, os produtos considerados hits
são necessários para a manutenção dos índices de receita e Margem de
Contribuição, contudo com o desenvolvimento dos meios de distribuição,
associado a tecnologia da informação e também o crescimento do e-commerce e a nova
cultura de compra dos shoppers e consumers, o que temos são empresas como
Amazon aumentado substancialmente a fatia coletiva de produtos incomuns,
consequentemente criando uma cauda mais longa na distribuição de vendas. Segundo Chris, o
fator chave do lado da oferta que determina se uma distribuição de vendas
possuirá uma Cauda Longa é o custo do armazenamento e distribuição do
inventário. Quando estes custos são insignificantes, como no caso de produtos
digitais em lojas virtuais (Ex.: iTunes Store), se torna
economicamente viável vender produtos relativamente não populares. Por outro
lado, quando os custos de armazenamento e distribuição são elevados, apenas os
produtos mais populares podem ser vendidos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cauda_longa).
Do lado
competitivo o impacto se caracteriza no fato dos nichos ganharem mais força
competitiva diante os produtos mais populares em virtude das quedas dos custos
de armazenamento distribuição e inventários, podendo colocar uma quantidade
mais diversificada de produtos disponível, o que consequentemente reduz a
demanda por produtos mais populares. Isso não quer dizer que estes produtos
chamados “populares” continuem tendo uma grande fatia de mercado.
Algemiro Munhoz
Gestão e Negócios
Algemiro Munhoz
Gestão e Negócios
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